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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

ESSE É O MEU REI

ESSE É O MEU REI

A Bíblia diz que o meu Rei é o Rei dos judeus. Ele é o Rei de Israel. Ele é o Rei das épocas. Ele é o Rei do céu. Ele é o Rei da glória. Ele é o Rei dos reis e Ele é o Senhor dos senhores. Esse é o meu Rei.

Queria saber...
Você o conhece?

Meu Rei é Soberano. Nenhum meio de medida pode definir o Seu amor sem limites. Ele é eternamente forte, é totalmente sincero, é eternamente firme, é imortalmente gracioso, é imperialmente poderoso, é imparcialmente misericordioso. Você o conhece?

Ele é o maior fenômeno que já atravessou o horizonte desse mundo. Ele é o Filho de Deus. Ele é o Salvador dos pecadores. Ele é a peça central da civilização. Ele é inigualável. Ele é incomparável. Ele é a ideia mais elevada da literatura. Ele é a maior personalidade da filosofia. Ele é a doutrina fundamental da verdadeira teologia. Ele é o único qualificado para ser o Salvador todo suficiente.

Será que você realmente o conhece?

Ele dá força aos fracos. Ele é disponível para os tentados e julgados. Ele se compadece e salva. Ele fortalece e sustenta. Ele guarda e guia. Ele cura os feridos. Ele sarou os leprosos. Ele perdoa os pecadores. Ele perdoa os devedores. Ele liberta os cativos. Ele defende os oprimidos. Ele abençoa os jovens. Ele serve aos necessitados. Ele estima os idosos. Ele recompensa os diligentes e embeleza os humildes.

Você conhece esse Rei?

Ele é a chave do conhecimento. É a fonte da sabedoria. Ele e a porta do livramento. Ele é o caminho da paz. Ele é a estrada da justiça. Ele é o caminho da Santidade. Ele é o portal da glória.

Você sabe de quem eu estou falando?

Sua luz é incomparável. Sua bondade é ilimitada. Sua misericórdia é eterna. Seu amor nunca muda. Sua palavra é eterna. Sua graça é suficiente. Seu reinado é justo, Seu julgo é suave e Seu fardo é leve.

Eu gostaria de descrevê-lo para vocês, mas Ele é indescritível. Ele é incompreensível. Ele é imbatível. Ele é irresistível. Não se consegue tirá-lo da cabeça, não se pode soltar de Sua mão. Não se pode viver mais do que Ele e não se pode viver sem Ele.

Os fariseus não o suportavam, mas descobriram que ninguém poderia impedi-lo. Pilatos não podia lhe acusar, tentaram lhe matar, mas a morte não o pode dominar e o túmulo não conseguiu lhe segurar.

SIM!!!

ESSE É O MEU REI!

JESUS CRISTO, O REI DOS REIS!


Autor desconhecido.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

QUEM DISSE QUE JESUS VAI VOLTAR?

Várias pessoas me procuram, questionando-me qual a melhor doutrina sobre o arrebatamento. A tese dispensacionalista defendida, principalmente por igrejas arminianas, como por exemplo a Assembléia de Deus, afirma que a 2ª vinda de Cristo ocorrerá antes da grande tribulação, entretanto, há várias teorias adjacentes, ou seja, doutrinas que desenvolvem um raciocínio completamente dispare e que têm fundamentação bíblica.
Que Jesus irá voltar, eu não tenho nenhuma dúvida, a questão é o quando e o como.

Cito alguns exemplos:

I. Há uma linha de pensamento que se chama, teoria preterista, que anuncia o apocalipse como coisa do passado, ou seja, que tudo ocorreu nos anos 70 da era cristã, que as profecias do Novo Testamento já se cumpriram. Nesta teoria Jesus reina desde então. Há três declarações do próprio Jesus que dão base a esta teoria:

     a) “... Porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer todas as cidades de Israel antes que venha o Filho do Homem”. (Mt 10:23)

     b) “Em verdade Eu vos digo que alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do Homem no Seu reino”. (Mt 16:28)

     c) Após proferir o discurso sobre Sua volta Jesus afirma: “Em verdade Eu vos digo que não passará essa geração sem que tudo isso aconteça”. (Mt 24:24)

II. No que diz respeito à grande tribulação existem várias teses que se contradizem, prefiro me ater aqui em três tipos de posições escatológicas mais comumente divulgadas:

     a) Pré tribulacionismo: defendem que a Igreja será arrebatada antes desse período de tribulação, esta é a mais conhecida e aceita atualmente.

          i. “Estas são as palavras daquele que é santo e verdadeiro, que tem a chave de Davi. O que ele abre ninguém pode fechar, e o que ele fecha ninguém pode abrir.Visto que você guardou a minha palavra de exortação à perseverança, eu também o guardarei da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo, para pôr à prova os que habitam na terra”. (Ap.3:10)

          ii. "Como agora fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda, por meio dele, seremos salvos da ira de Deus!” (Rm.5:9)

          iii. “e esperar dos céus seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livra da ira que há de vir”. (1Ts.1:10)

          iv. “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1Ts 5:9)

     b) Mid tribulacionismo: defendem que a Igreja será arrebatada na metade da grande tribulação, ou seja, três anos e meio após o seu início. Portanto, a igreja participaria do período de “falsa paz” e seria arrebatada quando a “besta” iniciasse a grande tribulação de fato.

          i. “fortalecendo os discípulos e encorajando-os a permanecer na fé, dizendo: É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus”. (At 14:22)

          ii. “Eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a Terra”. (Ap 3:10)

     c) Pós tribulacionismo: defendem que Cristo voltara no final da tribulação. Sendo assim a Igreja passara pelos sete anos. Alguns defendem q ela será preservada de alguma forma sobrenatural, outros não.

          i. “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras, e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. (Apocalipse 7:14)

          ii. "Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados". (Mt 24:22)

          iii. "Imediatamente após a tribulação daqueles dias o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes celestes serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. E Ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus." (Mt 24:29-31)


Obviamente, usei versículos isolados, não quero esgotar esse assunto e observe bem, que não estou aqui defendendo nenhuma linha de pensamento. Apenas estou expondo linhas de pensamento doutrinário diferentes para que cada um analise e entenda o que lhe couber melhor.
O quando é indiferente para mim, o que me importa é estar pronto para quando Jesus voltar eu seja levado para os céus. MARANATA!

Por,
Ulisses Juliano


quinta-feira, 4 de abril de 2013

DEUS PROTESTA CONTRA A IGREJA



Anás, sumo sacerdote na época de Jesus e João batista, era extremamente populista e politizado, faz um acordo com Roma - que estava interessada na influência que o sumo sacerdote tinha no Estado de Israel, e decide interferir na indicação do sumo sacerdote -, iniciando assim, uma era de “promiscuidade”, ou seja, quando a religião se mistura com o Estado - fato que se repetiria com mais contundência através do imperador Constantino. Portanto, há uma subversão no templo, na igreja, na religião judaica, que era o lugar da adoração, a casa de oração.

Segundo a Lei de Moisés somente os levitas, da linhagem de Arão, poderiam exercer o cargo de sumo sacerdote, João Batista era o legítimo sumo sacerdote, visto que era filho de Zacarias e Izabel, descendentes diretos de Arão. Não obstante, quando tudo isso estava acontecendo, “veio a palavra de Deus a João Batista no deserto.”

Deus mudou de endereço, saiu da igreja e foi para o Deserto.

Como o sumo sacerdote tinha que se vestir com roupas especiais e João Batista não tinha acesso a elas, vestiu-se de couro de camelo. Como, também, não poderia comer o pão da proposição e a carne dos cordeiros sacrificados, João se alimentava de mel silvestre e gafanhotos.

Esse é o protesto de Deus contra a subversão em Sua casa.

No deserto, João Batista começa a anunciar o Reino de Deus. Que é muito maior do que a religião, a igreja, os Estados e os costumes. Essa mensagem é ratificada por Jesus, quando afirma que devemos buscar primeiro o reino dos céus.

João, portanto, vem como sumo sacerdote anunciar o cordeiro pascal que seria imolado em sacrifício por toda a humanidade. Esse era o papel do sumo sacerdote, mas Deus não tinha mais sumo sacerdote no templo, visto que este prestava serviço aos romanos, contudo, Deus protesta contra essa realidade e leva Jesus para ser batizado pelo verdadeiro sumo sacerdote, pela voz do que clama no deserto.

Deus sempre fala, sempre se posiciona, só não o ouve e não enxerga quem não tem o Espírito.

Por,

Ulisses Juliano

segunda-feira, 25 de março de 2013

SEJA O CENTRO

Seja o centro, seja o tudo
Em meu coração, Senhor
Seja a vida em meu peito
Cada dia aqui e eternamente

Jesus, Jesus,
Jesus, Jesus,

Seja o sol que me aquece
Em meu coração, Senhor
Seja a força que me sustenta
Cada dia aqui e eternamente

Jesus, Jesus,
Jesus, Jesus,

Meu tesouro
Minha razão de viver
Meu anseio
É te conhecer
Pois não há outro igual a ti
A quem tenho eu além de ti
És minha vida, és a fonte, Jesus

Jesus, Jesus,
Jesus, Jesus,

Seja o centro, Seja o tudo
Em meu coração, Senhor
Seja a vida em meu peito
Cada dia aqui e eternamente

Jesus, Jesus,
Jesus, Jesus,
Seja o Centro - Diante do Trono





sábado, 9 de fevereiro de 2013

QUEM QUER SEGUIR JESUS?


Jesus era um tipo de líder incomparável.
Ele não era apenas um pregador, Ele era um líder fascinante. Quando Jesus falava as pessoas o seguiam até para o deserto. 


Ele não escreveu sequer um livro, não erigiu um pilar, não mudou para Roma e nem para Atenas ou mesmo para Jerusalém. Nunca buscou impressionar os filósofos gregos ou os senadores romanos e nem tampouco sistematizou um ensino para ser decorado ou aprendido por seus seguidores. Pelo contrário, escolheu andar com gente que não formava opinião, não era conhecida, não tinha berço, e não agia no meio político ou religioso. 

O Rev. Caio Fábio disse acertadamente: "Ele fez como o Pai: Do que estava sem forma e vazio Ele iniciou o reino!"

Atualmente em várias igrejas você vai ouvir os "líderes" dizendo: "sigam-me que tudo te irá bem;" ou, "sigam-me que você será próspero;". Contudo, essa nunca foi a promessa do evangelho e provavelmente em algum momento da caminhada você se questionou: "Eu pensei que se seguisse Jesus acabariam meus problemas." O religioso busca a Deus porque tem medo de ir para o inferno, mas um filho busca o Pai porque não suporta a ideia de ficar longe dEle! 

Jesus tinha uma mensagem diferente: "Tome sua cruz e siga-me" ou "Deixe sua mãe, seu pai e seus irmãos e sigam-me por onde eu for". Neste convite Jesus interage com você e sem você perceber Ele está agindo, te protegendo, te guardando, te guiando. Não são as coisas que Ele fez que você viu que são os verdadeiros milagres, mas os grandes milagres acontecem todos os dias, o maná cai na sua porta todas as manhãs, mesmo sem você pedir.

Agradeça a Ele pelo namorado que ficou e por aquele que foi embora. Agradeça pelas portas que se abriram e pelas que permaneceram fechadas. Agradeça pelas pessoas que partiram e pelas que ficaram. Pelos seus líderes, seus amigos, sua família, sua igreja, sua vida, de onde você veio e onde está hoje.
Agradeça a Deus por aquilo que você não pode contar pra ninguém, coisas que só você e Ele sabem. 

Ele te ama e isso é tudo que você precisa para prosseguir. Leve isso a sério, pois é assim que é.

Por,

Ulisses Juliano


sábado, 5 de janeiro de 2013

IMAGEM OU REALIDADE?

No evangelho de Mateus (13:24-30) Jesus conta a parábola do joio e do trigo. Essa parábola tinha a ver com Israel, e, por que tendo sido gerado por tão boa semente, tornara-se o campo das ambiguidades, da farsa, das aparências. 

O diabo semeou a semente do mal entre os homens, enquanto os trabalhadores dormiam. É no Inconsciente que as boas e as más sementes são semeadas em nós! 
O joio existe para parecer ser, vive da imagem. O joio quer que os outros pensem que ele é.  O joio não quer morrer, ambicionando existir como clone daquele que dá fruto: o trigo. Por isto, se mistura e se confunde entre os que são. Até o momento da colheita o joio é idêntico ao trigo, não há como diferenciá-lo, contudo, quando a colheita se aproxima as diferenças aparecem.

Por sua vez, o trigo necessita de um plantio cuidadoso, em um terreno próprio. Ao contrario do joio que produz uma raiz esparsa e atrapalha outras raízes, a raiz do trigo cresce para baixo é profunda.
O grande diferencial entre o trigo e o joio é que se o trigo não morrer, fica ele só, mas se morrer, produz muito fruto. Quando o trigo está pronto para ser colhido ele fica com a tonalidade dourada e curva seu pendão pelo peso dos grãos. Em todos os países do mundo come-se pão, independente da cultura ou do poder aquisitivo todos os povos desde o início sempre buscaram no trigo a sua fonte de alimento.

Jesus é o Pão vivo que desceu dos céus (Jo 6:51). Jesus é para todos, o acesso a Ele é direto e amplo. Não há imagem, não há ilusões, Jesus é a realidade e nos apresenta o evangelho que permite ao ser humano ser e não apenas parecer ser.

Pense nisso.


Ulisses Juliano

domingo, 12 de dezembro de 2010

JESUS NÃO É EVANGÉLICO


Poucos personagens históricos foram tão mal interpretados quanto Jesus, tanto na sua época como hoje. É necessário o desenvolvimento de um equilíbrio fundamentado solidamente nas Escrituras, para que as distorções de quase vinte séculos de tradições não nos solapem a alma a conclusões equivocadas sobre aquEle que É, que era e que há de vir.

Jesus nunca se submeteu às convenções humanas de ética para um bom viver, Ele amava e não se mimetizava aos chavões evangélicos que foram a Ele atribuídos. Não havia hipocrisia nEle, nunca houve meio termo, sempre Verdade embebida em graça.

Nós os evangélicos, estamos constantemente tentando "constranger" Jesus a se enquadrar em nossas religiosidades fabricadas por interesses ambíguos e contemporâneos. A maior oposição que Jesus enfrentou não veio dos pecadores e publicanos, mas sim dos líderes religiosos que enxergavam-no como uma ameaça à sua autoridade. A igreja promove uma santidade inatingível e as pessoas ficam entre a hipocrisia de ser e a angustiosa culpa de não ser. Nosso "sim" está sempre sujeito às tendências, de modo que a moral, a ética, a integridade estão ajustadas ao que atualmente é convencionado, ou seja, estamos sempre pervertendo o "sim e o não" de acordo com as nossas necessidades, e para isso utilizamos sempre o nome de Jesus como "testa de ferro" de nossas idiocracias. Vivemos cada qual ao nosso modo, vidas secas, estéreis, vazias de Deus, de modo que, julgamos a todos quantos não se enquadram em nosso padrão evangélico de ser. Somos os portadores da espada da justiça, criamos ritos e liturgias e oficializamos momentos de espiritualidade tornando o viver numa cerimônia com o intuito de nos alienar do mundo, obcecados que somos por pormenores puristas, detalhistas e cheios de preconceitos, dominados pela idéia de construção de uma teocracia na terra. Exteriorizar é uma prática comum e necessária em nosso meio, a fim de que todos possam visualizar nossos "fetiches" espirituais, sem, contudo, experimentarmos a convivência com o Eterno.

Jesus nos convida a seguir princípios imutáveis e ao mesmo tempo sermos livres para escolher. Não importa 'o que' ou 'como', você sempre pode contar com os princípios do evangelho para responder às adversidades da vida. Há uma exigência vital por respostas, por soluções, por completudes, contudo, a maioria de nós apenas "vai levando". Se omitindo da existência ao esgueiramo-nos nos recônditos do cristianismo religioso e mecânico. No final das contas, o evangelho nos constrange a crescer para nos tornarmos nosso próprio juiz, mentor e cobrador e eu tenho convicção de que este será o objetivo mais difícil de nossas vidas, pois, exige responsabilidade e compromisso. Não estamos acostumados a estas palavras, mas sim com a idéia de que "o pastor que ore por mim", ou o "líder que decida o que é melhor", "eu apenas sigo", "apenas participo", "não preciso assumir posicionamentos concretos". No discipulado há uma lei básica: a pessoa é livre para tudo, só não é livre para deixar de escolher.

Não há alternativas, o homem tem que estruturar a sua vida única e exclusivamente sobre o evangelho. Não há outra base, só há uma rocha firme, uma pedra angular sobre a qual edificamos nossa existência. Não obstante, na maioria das vezes, nossas mensagens atuais não é esta, mas sim a de mercantilizar o evangelho, de estabelecer regras e preceitos para que somente assim o homem tenha condição de acessar a graça, mediante o cumprimento de uma série de requisitos de determinada denominação para que se forme uma "raça de eleitos", de "seres perfeitos", aos quais denominamos de evangélicos.

Jesus não veio preconizar uma crença, uma nova religião ou uma filosofia de vida, pois, tudo isso são sistematizações arrogantes e tolas que se perdem com o passar do tempo. Jesus não é evangélico, islâmico, budista ou de qualquer religião. Ele veio revelar o mistério, Ele veio para que o homem pudesse experimentar a fé que suporta os conflitos da existencialidade no passado, no presente e no porvir. Essa fé que não se sujeita a uma denominação ou a um título clerical, pois, é disponível a todos que desejam ir além da superficialidade religiosa e experimentar o mistério da graça que permanece em segredo aos que insistem em ativar mecanismos ao invés de se dobrar com a alma quebrantada diante do amor imensurável do Criador.

Eu não estou aqui defendendo Jesus, pois, Ele não precisa de defesa, o Eterno se defende ou Deus não é Deus afinal? Então, o que desejo dizer com tudo isso?
Ora, também não estou conclamando ninguém a sair de sua igreja ou a se revoltar contra suas lideranças, estou apenas repetindo o que Jesus sempre afirmou: viver pela fé, afeta de tal modo a existência humana, que constrange sem alardes, sem pressões, sem manipulações ou tirania, o homem a viver abundantemente e ao mesmo tempo simplesmente como Jesus.

Devemos ser o elemento diferenciador de nossa sociedade, trazendo tempero à realidade, pois, o mundo está insípido e amargo e necessita de sal, de alegria, de prazer, de graça. Minha oração é de que você experimente, de uma vez por todas, o Deus ao qual você afirma seguir. a fé verdadeira e salvadora não pode basear-se inteiramente na "religião", mas deve ser centrada na pessoa e no exemplo de Jesus.

Por,
Ulisses Juliano

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

LUGAR DE HOMOSSEXUAL É NA IGREJA


Eu era moleque ainda quando li o novo testamento pela primeira vez. Encontrei um pastor e disse a ele: “Jesus nunca entraria na sua igreja.” Ele assustado me questionou o porquê e eu respondi: “Porque Ele não tem nada a ver com o ‘Jesus’ que o senhor prega.” Naquela época o que eu acreditava ser aberração era excluir um membro da igreja por este possuir uma televisão, ou a preocupação com o tamanho da saia das mulheres, o cumprimento do cabelo e por aí vai as loucuras impensáveis para nós hoje em dia. Hoje a preocupação é com o movimento gay. Quase que todas as lideranças eclesiásticas que conheço estão desesperadas por causa do impacto que os homossexuais estão causando na sociedade, de modo que, a igreja de um modo geral se sente ameaçada e iniciou uma nova “caça as bruxas”.

Evidentemente, não concordo com o pecado, contudo, tenho convicção que não é por ser cristão que tenho que ser inimigo de alguém que tem uma opção sexual diferente, pelo contrário, Jesus ia ao encontro de todos independente da classe social, de opções ou de lugares. Jesus ia e o seu amor transformava as pessoas. O problema de hoje em dia, é que nós queremos distância de todos aqueles que taxamos como diferentes. A igreja deve ser um lugar de transformação e liberdade, sua bandeira tem de ser convidar a todos para entrarem em seus templos confiadamente de que o evangelho é poderoso para salvar, de que o Espírito Santo tem poder de verdade para transformar o ser humano. No entanto, estamos fazendo exatamente o oposto, antes mesmo deles se aproximarem nós já os excluímos, fazemos uma espécie de redoma espiritual, na qual os homossexuais não podem adentrar e ficamos confinados como seres especiais dentro da tal redoma para não nos contaminarmos. A questão é que nós deveríamos ser o sal da terra, ou seja, a nós foi dada a incumbência de temperar, de dar sabor à vida, nós devemos oferecer o evangelho como alimento à alma de todos quantos desejam e necessitam da graça. A igreja deve apenas pregar a Cruz e ajudar o indivíduo a caminhar, pois, o Espírito Santo ainda hoje fala e creio que todo aquele que ouviu a Voz do Chamado para crer deve crescer e se entender com Aquele que o chamou e não comigo ou com alguma denominação. Ninguém está apto para julgar a alma de outrem, e muito menos afastar do convívio cristão alguém que seja “diferente”. A Graça de Deus não gera libertinagem nunca. E se alguém não se ajudar e não for ajudado na Graça do Espírito do Evangelho de Cristo não o será por mais ninguém e por nenhum outro poder da Terra.

Estamos constantemente em espírito de inimizade, afastando quando deveríamos atrair, constrangendo quando deveríamos acolher. A proposta do evangelho é outra, a palavra de Jesus continua a mesma: “Vinde a mim todos...”
O evangelho é O Caminho que faz com que o ser humano tenha a imagem de Cristo. Mas como ocorre esta mudança? Deus nos ama do jeito que somos, mas não nos deixa da mesma maneira. Ele quer que sejamos como Jesus. De modo que, Ele é quem salva, ele é quem liberta, Ele é quem transforma. Um dia fomos amados e perdoados, por que hoje nós recusamos a amar e perdoar?

Portanto, o lugar de todos inclusive os homossexuais é a igreja, é lá que eles devem ser acolhidos e aceitos para experimentarem a verdade transformadora do evangelho.

O amor se manifesta em ação.

Por,

Ulisses Juliano

terça-feira, 31 de agosto de 2010

NINGUÉM DEVE SER DONO DO PRÓPRIO DESTINO


Essa não é uma máxima negativa, pelo contrário, ela é extremamente positiva se analisada sob a óptica do evangelho. Todos nós em determinado momento da vida seremos vitimados pela intolerância de alguém incompreensível, ou por estar inserido numa cultura com tradições absurdamente distorcidas, ou ainda por conviver com seres humanos inescrupulosos e mercenários em todos os sentidos. Não ser dono do seu próprio destino não significa inércia apática, estes vivem isolando-se, não pedem quase nada da vida, não incomodam, não deixam transparecer as angústias de suas almas e isso gera o desespero.

Kierkegaard escreveu em 1849, "O Desespero Humano". Nesta obra, o filósofo procura refletir sobre o significado dos desesperos e como podemos lidar com eles de uma maneira otimizada para a nossa existência. Ele questiona se o desespero advém exclusivamente de acontecimentos externos ou se os nossos desejos desenfreados se transformam em ordem existencial para nossa felicidade. Essa é a situação de quem acha que pode ser dono do próprio destino.
Não era para ser assim.

O que quero dizer com tudo isso?
Quero que você entenda o que Jesus diz: "O vento sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes nem de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito."

Isso significa confiança, implica relacionamento diário sério e maduro. De tal modo que, nossas preocupações deixam de ser o imediato e passam a ser naquilo que repercutirá na eternidade, visto que, não somos mais nós que vivemos, Cristo vive através de nós. Nessa conjuntura alcançaremos a estatura de ter o domínio próprio e decidir o que é felicidade para nós, para quem amamos e não viver de acordo a determinações externas sendo sempre configurado para agradar, para satisfazer algum sistema ou organização seja ela qual for e em qualquer escala.

A questão é deixar de apenas ler essas passagens e trazê-las para nossa existência, para o chão da vida e viver como quem vive no vento, guiado, entregue totalmente à vontade dEle, experimentando as sutilezas da existência confiante de que o meu destino está sendo traçado por Ele e tudo o que eu tenho que fazer é pegar minha cruz e seguir. Jesus explicou a Nicodemos que é necessário fazer uma espécie de "travessia", abandonar o "velho homem" e nascer para viver no Espírito entregando ao Vento o seu futuro, os seus sonhos, os seus planos, o seu destino, ou seja, você reconhece que os pensamentos dEle são maiores do que os teus, que os planos dEle são melhores. Isso muda tudo! Muda como se encara os problemas, muda o modo de se relacionar com os próximos, muda o presente, muda o destino não pela própria força, mas pela graça que se manifesta no dia a dia.

Fernando Pessoa escreveu certa vez "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

É assim que é.

Por, Ulisses Juliano

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A FÉ QUE NÃO MOVE MONTANHAS


Muito maior do que operar milagres, mover montanhas, aumentar a conta bancária, proporcionar maravilhas e curas. Deus nos convida a desenvolver uma fé na qual nós possamos nos sustentar. Uma fé que independente das intempéries da vida, não retrocede. Uma fé que nos leva através dos picos e dos vales e nos mostra a completude do evangelho. A fé da qual estou falando é superior a fé que vê vida na morte, provisão na necessidade, água no deserto. Esta fé não busca conquista, ao contrário, ela faz com que você se entregue, se doe, se renda, que se permita ser guiado pelo Espírito Santo.

Jesus avisou que há muitas pessoas que o seguem por causa das manifestações espirituais de curas, de milagres e de maravilhas, em determinado momento ele até se indignou porque a mensagem do evangelho é que o maior milagre é uma vida transformada. É preciso entender que ter fé, quando não há milagres, é um milagre maior do que ter fé para operar milagres.

A fé é o alimento que nutri e fortalece o nosso espírito. Ela aproxima o homem de Deus. A fé não retrocede porque seguir Jesus é um caminho sem volta. Avançar é a única alternativa viável, porque "esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus".

Compare sua vida com o evangelho e veja se há essa fé em você. Abraão experimentou essa fé, ele apenas confiava que onde quer que estivesse Deus o abençoaria. Isto certamente não torna a existência mais fácil, mas com certeza conduz ao lugar onde todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Afinal, eu não sei, mas Ele sabe por mim; eu não vejo, mas Ele vê por mim.

Esse tipo de fé não irá mover montanhas, mas mudará sua vida!


Confira na sua bíblia: Hebreus 10:32-39.

Ulisses Juliano

terça-feira, 27 de julho de 2010

O QUE VAZA EM SUA VIDA?



Aos 14 anos ela descobre sua feminilidade e se percebe mulher capaz de procriar. Entretanto, aquela circunstância deixa de ser um momento e se torna uma constante. A menstruação não para e se transforma em uma hemorragia que perdura por 12 anos. Numa sociedade extremamente machista, com leis rígidas relacionadas à mulher, ela se percebe vazando. Tudo nela vaza, o sangue, a saúde, a sociedade, a juventude, os relacionamentos, os anos, os sonhos, a vida. Sem remédios suficientes ou médicos competentes ela gasta tudo o que tem em tentativas vãs de sarar, de estancar aquele vazamento.

Até que ela ouve falar de um homem que cura. Imediatamente ela quebra todos os protocolos arriscando a própria vida para se aproximar dele no meio de uma multidão. Não obstante, ela entendeu que aquela era sua única opção, portanto, toda sua esperança ela dedicou àquele momento e rompeu toda uma multidão para tocar nas vestes de Cristo.

A cura surge tão instantânea como antes havia iniciado a hemorragia e Jesus a convida para estar frente a frente com Ele e a parabeniza por sua fé.

Nessa pequena história, percebo alguns pontos cruciais:
Avalio que todos temos algum tipo de “vazamento” e que se faz necessário que percebamos onde está vazando em nossa vida;
Vejo que há muitas pessoas que andam perto de Jesus, mas poucos o tocam;
Enxergo que a fé supera quaisquer adversidades;
Percebo que não é necessário ritual;
Noto que quem toca Jesus é conhecido por Ele;
Fico admirado que Deus nunca olha para multidões, Ele se interessa por toques de intimidade, de fé.

Por fim, Jesus olha nos olhos dela e diz: "Filha, a tua fé te salvou. vai-te em paz, e fica livre do teu mal."
Leia Marcos 5:25-34

Ulisses Juliano