terça-feira, 20 de dezembro de 2011

SOMOS JULGADOS TODOS OS DIAS

Imagine um tribunal rígido. Um local onde as leis são respeitadas, onde não há barganhas ou negociatas escusas, a justiça impera e não há como se eximir das sentenças.
Irreal?
Negativo, há um justo Juiz que que está acima de todos e os julga como iguais, Suas decisões são imparciais e céleres.
Não obstante, há uma situação esdruxula que ocorre neste tribunal, assim que saia sentença o Filho do Juiz assume toda a pena e sofre toda a condenação deferida ao culpado.

"Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." (Isaías 53:5)

Pare um pouco e pense nisso...


Ulisses Juliano

sábado, 12 de novembro de 2011

QUANTO JEITO HÁ DE AMAR


Uma personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danada de braba, mas esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha, para que ela fosse bonita pra escola.

Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
É comovente porque é algo que a gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços são provas mais eloqüentes, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Porém, há outras demonstrações mais sutis: Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Amigas colorindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas.

Quanto jeito que há de amar.

Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: "lembrei de você".
É este o único e melhor motivo para azaléias, margaridas, violetinhas.

Quanto jeito que há de amar.

Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, uma mensagem pelo celular, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias.

Quanto jeito que há de amar.

Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver a lua, dar banho em quem não consegue fazê-lo só, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir...

Quanto jeito que há de amar.
Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, filmes, cds, brinquedos, brincar...

Quanto jeito que há.

Por, Adélia Prado

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

SÓ HÁ UMA RESPOSTA PARA A CRISE


Impotência e crise.
Diante das mais diversas crises econômicas que acontecem em países tão distantes e não obstante, interferem no preço do meu arroz e da minha carne aqui. Ao concebermos bombas nucleares capazes de devastar um planeta inteiro. Ante aos vulcões, terremotos, maremotos, furacões e tufões deixam desprender sua força incontrolável e inexorável. Promovendo guerras com os motivos mais torpes, centenas de rebeliões pelas melhores ou piores motivações. Governos corruptos, lideranças manipuláveis, povo transformado em massa de manobra. O mundo está em crise e arrasta para ela o ser humano com todas as suas questões, das mais inocentes da infância até as discussões mais complexas de nível universitário. O futuro, que detém alegria ou terror, conforto ou dor, amor ou solidão.

As perguntas surgem e as respostas só levam a outras interrogações. Não há soluções satisfatórias e duradouras. Todos estão em busca ao menos de um remédio para as crises que nos assolam, qualquer coisa em que possam se segurar, mesmo que seja por mais um ano ou uma década. No fundo todos querem apenas adiar o inadiável, o desespero humano frente ao deus deste século que lhe cegou o entendimento.

O pastor Carlos Bregantim, sobre Deus disse: "Nem sempre O sinto, nunca O vi, raramente O ouço, mas, sei que está perto, pois, jamais conseguiria ser o que sou e fazer o que faço sem Ele e sua interferência direta na minha vida".


Fé e esperança.
Alguns escolhem viver com suas dúvidas, ignorando-as. Outros se tornam cínicos e endurecidos. Mas existem aqueles que não se entregam, homens que são como “cana agitada pelo vento” que não se dobram, que não se quebram. Podem até sofrer com a impetuosidade do vento, com as intempéries da vida, contudo eles estão alicerçados numa Rocha inabalável, estão enxertados na Oliveira verdadeira e não há nenhum poder, nenhuma potestade, nada em absoluto, que lhes afaste dessa realidade.

A resposta que estes últimos encontraram é a fé. Ela é a única convicção que nos coloca diante daquEle que é tudo e tudo pode e nEle, depositamos toda nossa confiança e somos alimentados por uma esperança que encontra para ser a nossa base, o chão da vida, o evangelho, a graça, o amor que superabunda em quaisquer circunstância.
Os sentimentos das pessoas nessa situação não são controlados pelos eventos ao redor, mas pela fé na habilidade que Deus está presente e interferindo em favor deles.
A esperança se baseia na fidelidade do Eterno e isto basta para mim, para você e para quaisquer um que saiba que o Pai se reconciliou com toda humanidade e convida a todos pra voltarem e celebrarem com Ele em paz.

Nele, que me leva a confiar esperançoso.

Ulisses Juliano

terça-feira, 30 de agosto de 2011

NASCIDO PARA SER AMADO

Ter a consciência de ser nascido de novo, de ser co-herdeiro com Cristo, de se tornar filho do Eterno, é uma dignidade tão grande que não admite quaisquer vinculações com barganhas, culpas, fobias, religiosidades ou qualquer coisa do gênero.


A melhor honra que um filho pode fazer ao Pai é aceitar que é amado, que é desejado, que é querido nos céus. Se essa for a concepção, há isenção, ou seja, nada pode atrelar este filho a outra realidade que não seja a do evangelho, ao chão da graça, ao amor inefável do Pai.
A primeira virtude de um filho é a dependência ao seu Criador, ao seu Pai eterno. Esta dependência precisa ser ensejada de relacionamento íntimo, tempo dedicado, coração sincero e ao mesmo tempo uma vontade imensa de se entregar, de se doar, de partilhar todo esse amor com o qual é sustentado. Essa é a herança, a consciência e a atitude de um verdadeiro adorador.

Se for assim, não há barreiras para se experimentar uma amor absurdamente incalculável.

Nele, que me amou mesmo antes da minha existência.

Ulisses Juliano

domingo, 3 de julho de 2011

COMO PERDOAR QUEM ME ODEIA?

O evangelho é extraordinário!
Porém, poucos realmente o acham atraente e fascinante como Jesus o proclamava. Em nossa capacidade de raciocínio, quando vamos estudando o evangelho percebemos que não há uma lógica-lógica humana. A proposta do evangelho por vezes parece-nos absurda, "amar ao próximo como a ti mesmo", por exemplo, é impensável porque Jesus nos diz que o nosso inimigo também está incluso como nosso próximo.
Todo mundo acha que o perdão é uma idéia adorável, até ter que perdoar alguma coisa que nos feriu de verdade. Não é que as pessoas julgam esta virtude inatingível ou difícil: é que a julgam odiosa e desprezível. Dizem: "como você se sentiria perdoando Hitler, se fosse um judeu?"
A questão não é dizer o que eu faria, porque, quase não faço nada, visto que eu também me incluo no processo do evangelho e preciso muito ainda evoluir. Só procuro dizer o que é o evangelho. Não o inventei e não quero maquiá-lo para que seja mais apresentável.

Como perdoar o nosso inimigo mesmo sabendo que ele continuará me fazendo o mal, me odiando? Como perdoar alguém que não merece? Como viver essa lógica? Há duas coisas que facilitam nosso caminho:
1. Começar com algo mais fácil do que perdoar Hitler: Quando começamos a estudar a matemática, não principiamos com o cálculo integral, mas com a soma, a subtração e assim por diante. Do mesmo modo, se desejamos aprender a perdoar, podemos começar perdoando a quem amamos, como nosso cônjuge, nossos pais, a um amigo de infância. Isso pode ser o nosso início. Mas Deus quer que amemos como a nós mesmos. Como é, exatamente que amo a mim mesmo?
2. Reconhecer em nós as virtudes e as fraquezas: Nem sempre apreciamos tudo o que fazemos e se formos honestos sabemos bem quais são nossas limitações. Da mesma forma, amar ao próximo não significa fazer de conta que, apesar de tudo, eles não são tão ruins, quando é evidente que são. Aplica-se aqui a velha máxima, de que devemos odiar os atos de um homem mau, mas não odiar o homem mau. A questão é: como odiar o que alguém faz, e não odiar a pessoa?
Vivendo o evangelho que nos induz a virar a outra face. O problema é que neste momento, nós queremos fugir em nossa fraqueza e afirmamos que não podemos, que não somos capazes, que temos limitações. Contudo, Jesus inicia o processo fazendo em si a maldição do mundo e aceitando todo o mal acreditando que mesmo assim, dEle poderia sair virtude. (risos) É ou não é uma loucura o evangelho?

Por mais que Deus nos conheça, saiba de nossas verdadeiras intenções, sonda quais são nossas ambições secretas e conhece todos os nossos caminhos, jamais deixou de nos amar.
Temos a tendência de ver com prazer algum tropeço de outrem. Com o pecado do meu inimigo exposto eu posso demonstrar que sou diferente, que sou melhor. Assim desejamos que o preto seja um pouco mais preto e se continuarmos nesse raciocínio, mais tarde, veremos o azul como preto, o amarelo também e assim por diante. Finalmente, se insistirmos nessa disposição, veremos todos, inclusive Deus e a nós mesmos, como maus. Portanto, Deus nos ensina que perdoar não é para quem merece, e sim o contrário. O perdão deve ser liberado justamente para aquele que não tem nenhuma condição de recebê-lo.


O prazo da espera expirou. O Reino de Deus está aí. Mudem de vida! Acreditem nesta Boa Notícia. (Mc 1:15)

Por,
Ulisses Juliano